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Resenhando e aprendendo!


O TERROR DE NÃO SABER VIVER

Resenha do filme Jogos Mortais 3 de Darren Lynn Bousman

 

Você já foi testado um dia? Se a resposta é sim, então cuidado. Neste momento você pode estar sendo testada... Jogos Mortais 3 é uma mistura de suspense, terror e uma grande lição de vida.

 

Lançado em 2006, “Saw 3” (título original), ou melhor, Jogos Mortais 3, é repercutido de um elenco fantástico e, muito mais contagiante que as outras duas edições já lançadas.

 

Nos 107 minutos de duração, o diretor Darren Lynn Bousman consegue prender a atenção do telespectador, do início ao fim, levando consigo um grande mistério, que só é revelado no final. Para o telespectador entender, é preciso dar atenção aos mínimos detalhes, saber analisar as cenas de forma precisa e ao mesmo tempo, desvendando o grande segredo do filme.

 

O assassino de Jogos Mortais, Jigsaw, consegue uma parceira para auxiliá-lo nos jogos. Amanda, uma mulher encantadora e cheia de mistérios. Enquanto a polícia procura novas pistas, Jigsaw posiciona seu novo alvo, desta vez para uma médica, Lynn Denlon.

 

Após uma noite de plantão Lynn é seqüestrada por Amanda, sendo levada para uma casa abandonada. A intenção de Jigsaw é que Lynn, com seus conhecimentos médicos, o mantenha vivo para que possa continuar seus jogos com Jeff (marido de Lynn). O grande lance é que, Amanda coloca um brinquedinho no pescoço de Lynn, que é comandando pelos batimentos cardíacos de Jigsaw, caso ele morra, o brinquedinho explode automaticamente. Lynn não tem alternativa senão ceder a ajuda para seu brutal jogo.

 

Lynn chega a fazer uma cirurgia no cérebro do assassino, a fim de mantê-lo vivo o maior tempo possível, afinal, sua vida dependia da vida dele. O grande alvo do jogo é o marido de Lynn, no qual o casal já vinha enfrentando brigas e conflitos familiares, esquecendo-se da importância da vida.

 

No decorrer do filme, Jeff, que teve seu filho brutalmente atropelado, tem que passar por uma série de provas, que colocam em jogo o perdão das pessoas que estavam envolvidas no crime. Dentre elas, uma testemunha, que não quis confessar o que viu um juiz, que aplicou uma pena pequena, e por fim, o assassino. A grande sacada é que, Jeff teria que encerrar as provas perdoando as pessoas, assim, demonstraria o verdadeiro espírito da vida. Coisa que não ocorre. Um a um vai morrendo nas perigosas armadilhas.

 

Após ver que Jeff chegara à prova final, Jigsaw pede a Amanda que libere Lynn, para que possa ir embora, pois seu trabalho de mantê-lo vivo já estava terminado. Subitamente, Amanda, tomada pela obsessão da morte e do castigo, não admite que Lynn saia impune do jogo, sem ter como fim a morte.

 

Jigsaw insiste para soltá-la, mas, Amanda não quer e, automaticamente ameaça a matá-la. Uma constante luta pela vida começa a se agoniar diante de tanto tensão e medo. Amanda queria dar fim a Lynn, mas, tinha algo que não sabia. Ela também fazia parte do jogo. Por mais que Jigsaw tentasse impedir Amanda, totalmente debilitado em uma cama, Amanda não dava ouvidos. Num piscar de olhos, Amanda atira em Lynn, e automaticamente Jeff chega ao mesmo tempo e revida o tiro em Amanda.

 

Neste momento muito sangue se derramara ao chão. Jeff chorava por Lynn e Amanda se debruçava ao chão ao fim de sua vida. Enquanto isso, Jigsaw revela o grande segredo do filme, a verdadeira lição em meio a tanto terror e sofrimento.

 

Diego Doimo é estudante de Jornalismo da Unitoledo.



Escrito por Franjornalismo às 20h48
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NADA É POR ACASO

 

 Resenha do filme Um amor para recordar Adam Shankman

 

“O amor é sempre paciente e generoso, nunca invejoso, o amor nunca é prepotente nem orgulhoso, não é rude nem egoísta, não se ofende, nem se restringe”. Essas são as palavras que conduzem o roteiro do filme UM AMOR PARA RECORDAR do diretor Adam Shankman. Uma história que nos fará refletir sobre a vida, o amor incondicional, a esperança e a fé.

 

Na década de 90, o protagonista Landon Carter, vivido por Shane West, juntamente com os amigos, se envolveu em uma brincadeira de mau gosto, que resultou na punição de ajudar na faxina da escola, ensinar alunos carentes e participar na montagem do grupo de teatro, que para um jovem popular como ele, não era nada agradável. É quando Landon se aproxima de Jamie Sullivan, interpretada por Mandy Moore, uma jovem considerada esquisita por não se preocupar com a aparência, por ser estudiosa, voluntária e preocupada em ajudar o próximo, características que a faz ser vítima de chacotas na escola, principalmente do grupo de Landon.

 

Aos poucos, Jamie começa a conquistar o coração do jovem sem que ele o perceba. O jeito doce, suave, sincero, meigo e carismático da garota faz com que o rapaz sinta algo especial por ela, porém ignorando-a ainda na frente dos amigos. Desesperado em passar as falas da peça teatral, Landon procura Jamie para que o ajude, pois ela também faz parte do grupo; mas a garota lhe impõe apenas uma condição, que o rapaz não se apaixone por ela; e Landon, com um sorriso irônico, diz que não há problemas.

O filme consegue ser diferente de todos os outros teen movie, não só pela brilhante história, mas por ensinar-nos a beleza da vida, o verdadeiro significado de amar e ter fé e a importância de se dar valor às pequenas coisas que a vida nos proporciona.

 

Jamie era uma jovem como as demais, porém com um único propósito, viver cada dia como se fosse o último. Ela ensinou Landon a ter fé em si mesmo, ter sonhos, acreditar que tudo é possível e que na vida nada é por acaso.

 

Outra lição que podemos absorver do filme é que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, perdas e frustrações. Muitas vezes acabamos deixando de lado as melhores oportunidades da vida, por medo de enfrentar os obstáculos.

 

A cena em que Jamie diz a Landon que não precisa de uma única razão para ter raiva de Deus, nos ensina que por maior que sejam as pedras que encontramos em nosso caminho nunca devemos deixar de ter fé, que o tempo em que vivemos é único e que temos que valorizar cada momento da vida, pois sabemos que ele jamais ocorrerá novamente.

 

Mandy Moore, além de ser uma excelente cantora, sobressaiu-se como atriz e deu um show; inclusive muitas músicas de Mandy enobreceram o filme.

 

Landon e Jamie se apaixonaram, construíram uma linda história de amor, foram felizes, ajudaram um ao outro, enfim, completaram-se. UM AMOR PARA RECORDAR provou ser uma lição para os jovens de hoje, que Deus tem um propósito para todos nós - “Descubra quem você é, e seja de propósito” (Dolly Parton) - que não devemos nos preocupar com o que as pessoas dizem ou pensam e que nunca é tarde para recomeçar.

 

Aline Leão, estudante de jornalismo da Unitoledo.

 



Escrito por Franjornalismo às 20h13
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VOCÊ FAZ A DIFERENÇA?

Resenha do filme Amor sem fronteiras de Martin Campbell

 

Produtores de cinema sempre encontram uma forma de fazer a diferença lançando filmes cada vez mais ousados em suas histórias de amor. Amor Sem Fronteiras é um ousado e original filme que nos traz uma perfeita história de amor, ambientada na guerra e no trabalho humanitário, provando ser uma gloriosa lição de vida.

 

O filme se passa em três lugares totalmente diferentes e distantes um do outro. Etiópia na África, Chechênia na Europa e Camboja na Ásia, mas com uma grande característica em comum, milhares de pessoas são vítimas diariamente da fome nesses lugares.

 

Nick Calahan, interpretado por Clive Owen é médico e humanitário e dedica sua vida á salvar pessoas. Sarah Jordan, interpretada por Angelina Jolie é uma socialite americana que se choca profundamente ao ver Nick implorar por ajuda em uma falsa festa promovida para arrecadar fundos para causas sociais. Nick cuidava de um campo de refugiados com trinta mil pessoas, onde quarenta morriam todos os dias afetados pela fome e diversas doenças como tifo, cólera e sarampo.

 

Sarah comovida pelo apelo resolve fazer muito mais do que contribuir financeiramente, ela quer ir até lá e presenciar de perto o sofrimento daquelas pessoas, descobrindo estar em um lugar cruel, onde o sofrimento se torna interessante na medida em que é acompanhada por ela, a nobreza das pessoas numa situação como aquela era o que realmente impressionava, que dava força e que incentivava a ir em frente.Sarah passou a reavaliar seus valores e a atender a realidade daquele país, uma Etiópia árida e carente de água e comida.

 

Sarah se vê numa situação arrebatadora, onde não consegue mais esquecer aquelas pessoas e ao doutor Nick, se vendo totalmente apaixonada por um homem que colocava sua vida em risco para salvar outras vidas. Sarah resolve então dedicar sua vida ao trabalho humanitário.

 

São vários os momentos marcantes do filme pela emoção que trazem e pela esperança de que se pode mudar alguma coisa. Quando Sarah está seguindo viagem pelo deserto rumo ao acampamento, ela vê milhares de pessoas pedindo socorro nas estradas, pessoas que iriam morrer de qualquer jeito e ela sabia disso, estavam morrendo de fome, apodrecendo vivas e ninguém podia fazer nada para impedir, mas sempre existe uma esperança, não é, Sarah encontra uma criança desnutrida próxima da morte, sem nenhuma chance de vida, a não ser a que ela acreditava que aquela criança ainda teria, ela a socorre e a leva para o acampamento e com muito esforço, dedicação e amor que ela oferece a criança, uma vida se salva, naquele momento ela provava pra si mesma que fazia diferença.

 

O sofrimento que a fome causa nas pessoas é a coisa mais estranha e mais dura de se ver, nós não temos idéia do que é coragem e força.

 

O filme é uma homenagem a trabalhadores humanitários que dedicam suas vidas para salvar outras vidas. Um grande exemplo de dignidade e respeito pelo próximo, nosso irmão. Eles enfrentam dilemas profissionais e pessoais por sua Causa a cada dia. Afirmam não serem perfeitos, mas o que fazem é de uma nobreza implícita, como a de Nick e Sarah, que não se importaram consigo, mas pelo próximo.

 

Deixam seus lares, abrem mão de suas famílias, de suas camas confortáveis, mas são nesses lugares devastados pelo sofrimento que fazem a diferença.

Sabe o que move esses seres humanos? O amor, eles são dotados de um amor verdadeiro que ultrapassa as fronteiras. Sarah movida pelo amor foi até o inferno salvar Nich, ela o salvou, e morreu por sua causa, a causa movida pelo amor, a causa que ajuda que salva, que socorre, que refugia, que acalma, a causa que alimenta milhares de pessoas que não tem culpa do mundo ganancioso e prepotente em que vivem, pessoas que só querem um pouco de dignidade e um prato de comida para não morrerem de fome. Quanto isso custa a você?

 

Trabalhadores humanitários não são diferentes de nós, o que fazem é diferente, eles não desanimam nunca e tentam de alguma forma mudar o mundo. Mas não se trata de outro planeta, o mundo é esse mesmo que você vive, um mundo de cenário cruel, que mata de fome milhares de pessoas a cada dia. Qual será a sua atitude? Pense bem, quanto isso custa a você? Você é um ser único dotado de sentimentos bons, você irá ajudar, você é um ser humano como estes que morrem de fome, mas para eles é você quem faz a diferença no mundo.             



Escrito por Franjornalismo às 19h03
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O que a maré irá trazer...

Resenha do filme Náufrago do diretor Robert Zemeckis

 

Quando escolhi Comunicação Social – habilitação em Jornalismo, sabia que estava fazendo a opção certa. Mas comunicação é muito mais que os meios de comunicação social, que representam uma mínima parte da comunicação total.

 

O homem é criador de sua sociedade e sua cultura, além do meio ambiente físico, ele está presente no meio ambiente social, composto por outras pessoas, com as quais mantém relações de interdependência.

 

A quantidade de atos de comunicação é simplesmente inacreditável, vai desde um bom dia a família, uma conversa no emprego, a leitura de um jornal, visita ao banco, inúmeros telefonemas, enfim, até um boa noite. Ela confunde-se com a própria vida. Somente percebemos a sua essencial importância quando por um acidente ou doença, perdemos a capacidade de nos comunicar. Pessoas que são impedidas de se comunicar por longos períodos, enlouquecem ou chegam perto da loucura.

 

É nesse contexto que viveu “Chuck Noland”, protagonista do filme “Náufrago”, um homem bem sucedido financeiramente, com um excelente emprego, uma bela namorada e um belo tic-tac no pulso, que o controlava o tempo todo, aliás, o bom desempenho no trabalho dependia do tempo gasto para comprir suas funções. Chuck era um “homem social”.

 

O tempo não pára. E ele não parou para Chuck. O avião que o levaria ao trabalho sofreu um acidente em alto mar. Ele conseguiu sobreviver e foi levado pelas ondas até uma ilha deserta. Lá seria sua casa durante 1500 dias. Sozinho teve de enfrentar diversos desafios, e o pior deles foi o de não se comunicar. A passagem de homem social para homem selvagem foi uma experiência traumática. A comunicação é uma necessidade básica da pessoa humana. Por isso Chuck escolhe a bola de vôlei, que apelida de Wilson, para ser seu receptor, aquela era a única forma que ele tinha para se satisfazer e não enlouquecer.

 

A vida na ilha passou a ser um grande martírio, a incansável busca pelo fogo, pelo alimento, lesões, dores de dente, eram só alguns dos desafios a serem enfrentados. Ele sabia que tinha que ficar vivo, continuar respirando era necessário. Não tinha poder sobre nada, ele só podia controlar o quando e como seria. Toda a lógica dizia que ele não veria nunca mais o mundo social, mas a maré veio e trouxe uma vela que o trouxe de volta ao seu mundo.

 

Ao retornar encontra um mundo totalmente diferente de quando o deixou. Sua namorada Kelly, agora está casada, e mais uma vez ele a perde. Não consigo me esquecer do momento em que Chuck diz a ela que nunca deveria ter subido naquele avião. Pois é, a vida é feita de momentos e, são esses momentos que marcam nossas vidas para sempre.

 

Chuck passou a olhar o mundo com outros olhos, observou como no mundo social tudo é simples e fácil. Como nossas decisões influenciam no nosso modo de vida. O homem necessita de uma razão para viver, por isso constrói sua cultura e seus valores, ele necessita de amor e de felicidade, sentimentos que não são comprados e sim adquiridos. Tenho certeza, que naquele último instante do filme, quando Chuck se encontra em uma encruzilhada, sua decisão será a de dar mais valor nas coisas simples, mas duradouras, que a vida pode lhe oferecer. Sabe por quê? “Porque amanhã o sol vai nascer e, quem sabe o que a maré irá trazer!”.

 



Escrito por Franjornalismo às 19h19
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Prepare-se para ser confundido

Resenha do livro Freakomomics de Stevin Levitt 

 

“Se indiana Jones fosse um economista, ele seria Stevin Levitt”.

The Wall Street Journal.

 

Não é difícil pensar assim ao se envolver com a leitura de Freakonomics, escrito pelo economista mais original e politicamente incorreto dos últimos tempos. Trata-se de estimulante diversão, com muita qualidade. Freakonomics é best-seller nº 1 do The New York Times, trazendo revelações surpreendentes da vida cotidiana. Explicações que batem de frente com a chamada “sabedoria convencional”, termo referente à associação entre verdade e conveniência.

 

“A sabedoria convencional em geral está equivocada... ninguém jamais comprovou que ingerir oito copos de água por dia faça bem a saúde”.

Levitt.

 

O sucesso em questionar a sabedoria convencional rendeu a Levitt a medalha Clark, concedida a cada dois anos ao melhor economista americano com menos de quarenta anos, a ponto de Malcolm Gladwell o considerar o dono da mente mais interessante dos Estados Unidos.

 

Mas afinal o que significa o termo Freakonomics? O termo é intraduzível em uma só palavra, foi cunhada por Levitt significando economia excêntrica.


 

Na verdade a meta central da obra é explorar o lado oculto de tudo, buscando diversos cenários, analisando-os de maneiras poucas vezes já feito. Não contendo tema central ou unificador, Freakonomics apresenta a rotina e os enigmas da vida real. O autor não vê as coisas como a maioria das pessoas, característica formidável para alguns, incômoda para outras.

 

O livro desvenda diversos assuntos como, por exemplo: “O que é mais perigoso, uma arma ou uma piscina? O que professores e lutadores de sumo tem em comum? Se ganham tanto dinheiro, porque os traficantes de drogas ainda moram com suas mães?”

 

A estrutura de uma gangue de crack; os mitos sobre campanhas eleitorais; as pistas que apontam um professor trapaceiro; os segredos da Klu Klux Klan e uma das mais polêmicas questões levantadas em Freakonomics: “Qual o impacto trazido pela legalização do aborto nos Estados Unidos sobre a criminalidade?” O estudo feito por Levitt baseado em pesquisa e banco de dados demonstrou que a legalização do aborto nos Estados Unidos em 1973, respondeu por cerca de metade da queda da criminalidade no país na década de 90. Na década de 80, chegou a ser realizado 1,6 milhões de abortos por ano. Dessa forma previniu-se o nascimento de crianças pobres e indesejadas, ou seja, o crime diminuiu porque muitos criminosos não nasceram.

 

Freakonomics é um livro totalmente original, que deve ser lido e analisado sem pré-conceitos, assim como Levitt analisa as evidências, de forma objetiva e sem preconceitos. Considerado por muitos um economista original, talentoso, eclético, criativo e curioso, mas muito mais do que isso, um jovem homem disposto a esclarecer como as coisas realmente são e não como as pessoas gostariam que fossem, inteligente e com uma habilidade extraordinária de analisar e decifrar bancos de dados extensos e complexos para provar seu ponto de vista. Deixo aqui minha proposta de leitura para quem busca entender o mundo como ele realmente funciona e não se assuste ao cortar uma fatia de maçã se deparar com um gomo de laranja. Portanto ao ler Freakonomics, prepare-se para ser confundido. 

 

 “Poderíamos dizer que o moralismo representa a forma como as pessoas gostariam que o mundo funcionasse, enquanto a economia representa a forma como ele realmente funciona”.

Levitt.

 

“Ainda que Stiven Levitt não tenha uma fé absoluta em si mesmo, de uma coisa ele não duvida: professores, criminosos, corretores de imóveis, políticos e até mesmo peritos da CIA, podem mentir, mas os números não mentem”.

The New York Times Magazine, 03 de agosto de 2003.



Escrito por Franjornalismo às 19h15
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Você arriscaria tudo?

 

Resenha do filme A VILA de Night Shyamalan

 

Arriscar-se é sujeitar à sorte algo valioso, você pode perder ou ganhar. Nossas vidas são construídas através de nossas escolhas, e às vezes questionamos o porquê da guerra, do sofrimento e da desigualdade social. Dificilmente aceitamos a idéia de perder alguém insubstituível, porém, aprendemos que sofrer faz parte da vida e que nossas histórias são constituídas por momentos de felicidade e de dor. É nesse contexto que descobrimos o pequeno e isolado vilarejo do diretor e escritor M. Night Shyamalan. Indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora em 2002, A VILA, é um convite para o inesperado, um filme emocionante e com um suspense de primeira qualidade.

 

O ano é 1897, e os habitantes da vila localizada dentro da floresta de Covington são obrigados a conviver com criaturas misteriosas por eles chamados de "Aqueles de Quem Não Falamos", que assombram o local sempre que algum morador da comunidade tenta ultrapassar os limites da floresta. Desta forma quem mora na vila fica impedido de sair e ir até as cidades.

 

Lucius Hunt, interpretado por Joaquin Phoenix, é um jovem corajoso que tem o grande desejo de atravessar os limites da floresta proibida e chegar até as cidades, a fim de buscar remédios que possam salvar vidas no vilarejo. Ele é apaixonado pela protagonista, Ivy Walker, interpretada por Bryce Dallas Howard, uma jovem cega que corresponde ao amor de Lucius, porém, o desequilibrado Noah Percy vivido por Adrien Brody, que também é apaixonado por Ivy, não fica satisfeito com o relacionamento dos jovens. É dentro deste surpreendente enredo que os segredos existentes no vilarejo serão desvendados.                     


 

É nítido que a seqüência das cenas é pensada de forma a nos surpreender. Quando acreditamos que estamos próximos da verdade da trama, nos desviamos ainda mais dela. Night Shyamalan coloca no roteiro algo que não estava previsto para acontecer, tornando o filme uma mistura de suspense com criatividade. É emocionante assistir a um dos melhores roteiros já escritos para o cinema. A cena em que Lucius e Ivy declaram seu amor é a prova concreta disso. Quando Noah, insatisfeito com o casamento de Ivy, cruelmente esfaqueia Lucius, o suspense do filme mostra-se superior a qualquer outro do mesmo gênero. O plano seqüência é um dos melhores já produzidos e a interpretação de Adrien Brody, não deixa nada a desejar, é perfeita. Night conseguiu despertar com sabedoria, algo que faltava ao cinema de Hollywood, suspense com inteligência.

 

Por estarem isolados, os habitantes da vila não têm acesso a remédios, e Lucius pode morrer a qualquer momento, devido ao ferimento que está infeccionado. Ivy sente que pode perdê-lo, e sozinha decide arriscar-se atravessando a floresta de Covington em busca de remédios. É quando Edward Walker, pai de Ivy, vivido por William Hurt, não encontra alternativa a não ser revelar o segredo existente na floresta.

 

A desesperança e o desejo de algo melhor e correto, induziu a fundação do vilarejo e daquele modo de vida, os líderes arriscaram tudo pela causa correta e pela inocência que prevalecia no local. Descobrir a verdade da trama é sentir-se aliviado, é repensar o verdadeiro significado da vida e questionar os valores da sociedade moderna.

 

O filme não é só uma trama com suspense, é mais que isso, uma história filosófica que levanta questões atuais sobre valores, sociedade, conduta, moral e o medo. Ensina-nos até que ponto podemos ou devemos questionar o sentido de viver. Com um roteiro esplêndido, e uma trilha sonora merecedora de indicação ao Oscar, Night Shyamalan provou mais uma vez que tem estilo próprio e uma carreira brilhante no cinema.

 

Você certamente se surpreenderá com uma verdadeira lição de esperança e amor. Será o amor que guiará Ivy, que enfrentará o desconhecido e mudará para sempre o futuro daquela vila. Você provavelmente se sentirá emocionado com o desfecho que terá essa brilhante, inteligente e criativa história.



Escrito por Franjornalismo às 19h29
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"Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor"

Madre Teresa de Calcutá



Escrito por Franjornalismo às 19h05
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